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Mato Grosso do Sul ultrapassa 12,8 mil casos prováveis de chikungunya e confirma 21 mortes em 2026

Estado registra mais de 6 mil casos confirmados da doença; dengue soma 5,1 mil casos prováveis e segue sem óbitos neste ano

📅 01/06/2026 05:53 | Fonte: Agência de Notícias MS
Mato Grosso do Sul ultrapassa 12,8 mil casos prováveis de chikungunya e confirma 21 mortes em 2026
Divulgação

Mato Grosso do Sul já contabiliza 12.811 casos prováveis de chikungunya em 2026, dos quais 6.360 foram confirmados pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). Os dados constam no boletim epidemiológico referente à 20ª semana epidemiológica, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) na última sexta-feira (29).

De acordo com o levantamento, 21 mortes por chikungunya já foram confirmadas no Estado. Os óbitos ocorreram nos municípios de Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do Sul, Douradina, Guia Lopes da Laguna e Itaporã. Entre as vítimas, 12 apresentavam algum tipo de comorbidade, fator que pode agravar a evolução da doença.

Além disso, o boletim aponta 80 casos confirmados de chikungunya em gestantes. Outros dois óbitos suspeitos seguem em investigação pelas autoridades de saúde.

Dengue segue sem mortes no Estado

Em relação à dengue, Mato Grosso do Sul registra 5.126 casos prováveis, sendo 1.077 confirmações laboratoriais ou clínicas até o momento.

Apesar do número expressivo de notificações, o Estado não registrou nenhuma morte por dengue em 2026, nem possui óbitos em investigação relacionados à doença.

Nos últimos 14 dias, o município de Ladário apresentou média incidência de casos confirmados de dengue, segundo o boletim da SES.

Mais de 223 mil doses contra a dengue já foram aplicadas

A Secretaria de Estado de Saúde informou ainda que 223.322 doses da vacina contra a dengue já foram aplicadas na população-alvo. Mato Grosso do Sul recebeu do Ministério da Saúde um total de 241.030 doses do imunizante.

O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre elas. A vacinação é destinada a crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, 11 meses e 29 dias, faixa etária que concentra um dos maiores índices de hospitalização por dengue no país.

Orientação é buscar atendimento médico ao surgirem sintomas

A SES reforça a importância da prevenção e alerta para que a população não pratique automedicação. Em caso de sintomas como febre, dores no corpo, dor nas articulações, manchas na pele ou mal-estar, a recomendação é procurar imediatamente uma unidade de saúde para avaliação e acompanhamento adequados.

As autoridades também destacam a necessidade de eliminar possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus, mantendo quintais e terrenos limpos e evitando o acúmulo de água parada.

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