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MS segue em alerta para síndrome respiratória grave, apesar da queda nos casos

Boletim da Fiocruz aponta desaceleração da SRAG no Estado, mas mantém recomendação de atenção devido ao elevado número de internações

📅 09/07/2026 05:44 | Fonte: Campo Grande News
MS segue em alerta para síndrome respiratória grave, apesar da queda nos casos
Divulgação

Mato Grosso do Sul continua em nível de alerta para casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), mesmo com sinais de desaceleração registrados nas últimas semanas. A informação consta no mais recente Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), com dados referentes ao período entre 6 e 27 de junho.

Segundo o levantamento, o Estado apresenta indícios de estabilização ou queda no número de casos, porém ainda mantém índices considerados elevados da síndrome. Em Campo Grande, a incidência de SRAG permanece em nível de alerta, risco ou alto risco nas duas últimas semanas analisadas, embora sem tendência de crescimento no longo prazo.

O boletim também destaca que Mato Grosso do Sul está entre os estados onde os casos relacionados ao Vírus Sincicial Respiratório (VSR) ainda apresentaram crescimento recente, mas já demonstram sinais de interrupção. O VSR é apontado como o principal responsável pelas internações por SRAG, especialmente entre crianças pequenas.

No cenário nacional, o VSR respondeu por 55,2% dos casos positivos de Síndrome Respiratória Aguda Grave nas últimas quatro semanas epidemiológicas. Em seguida aparecem o rinovírus (23,1%), influenza A (14,5%), influenza B (8,1%) e a Covid-19 (2,1%).

Entre os óbitos registrados no período, a influenza A foi o vírus mais associado às mortes, respondendo por 36,7% dos casos. O levantamento também mostra que a maior incidência da síndrome ocorre entre crianças pequenas, enquanto a mortalidade permanece mais elevada entre idosos.

Diante do cenário, especialistas reforçam a importância da vacinação contra a gripe, da higienização frequente das mãos e da adoção de medidas preventivas para reduzir a transmissão dos vírus respiratórios, principalmente entre os grupos mais vulneráveis.

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