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CNH mais barata não aumenta procura e emissão cresce só 2,4% em Mato Grosso do Sul

Estado registrou 23.846 habilitações emitidas entre janeiro e julho, apenas 548 a mais que no mesmo período de 2025

📅 11/09/2026 05:47 | Fonte: Campo Grande News
CNH mais barata não aumenta procura e emissão cresce só 2,4% em Mato Grosso do Sul
Reprodução

A redução do custo para tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ainda não provocou aumento significativo na procura pelo documento em Mato Grosso do Sul. Entre janeiro e julho de 2026, o Estado registrou 23.846 CNHs emitidas, contra 23.298 no mesmo período do ano passado, crescimento de apenas 2,4%.

Com esse resultado, Mato Grosso do Sul ficou na 23ª posição entre as 27 unidades da federação em crescimento na emissão de habilitações.

O aumento ocorreu após mudanças nas regras para obtenção da CNH, que reduziram de 20 para duas o número mínimo de aulas práticas obrigatórias, diminuindo o custo inicial para os candidatos. Mesmo assim, o setor de formação de condutores afirma que a procura não cresceu como esperado.

Segundo representantes das autoescolas, além da menor procura, houve redução no valor gasto por aluno, já que muitos candidatos passaram a contratar apenas a quantidade mínima de aulas. Atualmente, o custo das aulas em autoescolas fica, em média, em torno de R$ 600, sem contar taxas e guias.

Outro fator apontado é a situação financeira das famílias. Mesmo com uma CNH mais barata, o candidato precisa considerar os custos de comprar, financiar e manter um veículo, o que pode fazer com que muitos adiem a decisão de obter a habilitação.

Instrutores autônomos também disputam o mercado

Além das autoescolas, os candidatos podem contratar instrutores autônomos credenciados pelo Detran-MS. Atualmente, 87 profissionais atuam dessa forma em Mato Grosso do Sul.

Para o setor, a concorrência dos instrutores independentes contribui para a mudança no mercado, mas não explica sozinha a baixa procura. A principal preocupação das autoescolas está na redução da quantidade mínima de aulas, que diminuiu o valor médio gasto por candidato.

Com menos aulas obrigatórias e novas opções de contratação, o setor de formação de condutores passa por uma adaptação enquanto a procura pela CNH permanece praticamente estável no Estado.

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