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Golpe usa falsa audiência judicial para tentar desviar dinheiro de entidade em Naviraí

Bruna Capuzzo, presidente há 13 anos de uma casa-lar que acolhe crianças em situação de vulnerabilidade, relatou que criminosos se passaram por seu advogado e por um juiz para tentar obter informações bancárias da instituição.

📅 28/10/2026 06:58 | Fonte: Redação
Golpe usa falsa audiência judicial para tentar desviar dinheiro de entidade em Naviraí
Ilustração

A presidente Bruna Capuzzo, que há 13 anos está à frente de uma entidade sem fins lucrativos que acolhe crianças em situação de vulnerabilidade em Naviraí, relatou ter sido alvo de uma tentativa de golpe envolvendo uma falsa audiência judicial. O caso foi compartilhado por ela como forma de alertar a população sobre a atuação dos criminosos, que utilizaram informações reais de um processo para tornar a fraude mais convincente.

Segundo o relato, na semana passada, ela recebeu uma mensagem de um número desconhecido que utilizava a foto de seu advogado. O contato informava que a entidade havia vencido uma ação judicial e que seria realizada uma audiência para liberar os valores destinados à instituição.

O processo envolve um pedido de ressarcimento ao Estado por despesas com consultas neurológicas particulares realizadas para crianças acolhidas pela entidade. De acordo com Bruna, a ação tramita há cerca de cinco anos e envolve valores elevados.

A casa-lar acolhe cerca de 20 crianças em situação de vulnerabilidade, incluindo menores que, por situações graves, não podem permanecer no convívio familiar.

Criminosos simularam audiência

Na segunda-feira, conforme combinado nas mensagens, Bruna acessou um link que aparentava ser de um tribunal. Na sala virtual, um homem vestido de terno e gravata se apresentou como juiz responsável pelo caso.

Durante a conversa, o suposto magistrado pediu a confirmação de dados e informações sobre o saldo da conta bancária da entidade. Em seguida, os criminosos enviaram um documento que aparentava conceder isenção de Imposto de Renda sobre os valores que seriam liberados.

Bruna desconfiou da situação ao perceber a ausência de participação efetiva de seu advogado e ao receber orientações relacionadas à conta bancária da instituição e à conta de uma terceira pessoa.

Ela entrou em contato com o marido, que ligou para o advogado responsável pelo processo. O profissional confirmou que não estava participando de nenhuma audiência naquele momento, o que confirmou a suspeita de golpe.

Bruna encerrou a chamada, bloqueou o contato e encaminhou as informações ao advogado. Segundo ela, nenhuma transferência foi realizada.

Alerta para a população

A presidente ressaltou que os criminosos tinham acesso ao processo verdadeiro e apresentaram documentos bem elaborados, o que poderia convencer pessoas que não conhecem os procedimentos de uma audiência judicial.

O alerta é para que a população desconfie de mensagens que anunciam a liberação de valores judiciais e solicitam dados bancários, consulta a saldos ou transferências. Em caso de dúvida, a recomendação é entrar em contato diretamente com o advogado responsável, utilizando um número já conhecido.

Também é importante não compartilhar senhas, códigos de autenticação ou informações bancárias, nem realizar transferências antes de confirmar a legitimidade da solicitação.

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