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Classificação de PCC e CV como organizações terroristas gera repercussão em Mato Grosso do Sul

Decisão dos Estados Unidos reacende debate sobre segurança pública e combate às facções que atuam na fronteira brasileira

📅 29/05/2026 05:37 | Fonte: MídiaMax
Classificação de PCC e CV como organizações terroristas gera repercussão em Mato Grosso do Sul
Divulgação

A decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações terroristas repercutiu em Mato Grosso do Sul, estado considerado estratégico pelas forças de segurança devido à extensa faixa de fronteira com países vizinhos e à atuação histórica das facções criminosas na região.

O anúncio foi feito nesta quinta-feira (28) pelo Departamento de Estado norte-americano. A medida entra em vigor na próxima sexta-feira (5) e enquadra os grupos como “Organizações Terroristas Estrangeiras” (FTOs) e “Terroristas Globais Especialmente Designados” (SDGTs).

Segundo o governo dos Estados Unidos, PCC e CV são apontados como as organizações criminosas mais violentas do Brasil, com atuação internacional, milhares de integrantes e envolvimento em ataques contra policiais, agentes públicos e civis.

A repercussão da decisão dividiu opiniões entre moradores sul-mato-grossenses. Parte da população avalia que a medida endurece o combate ao crime organizado e reforça a pressão internacional sobre as facções. Outros defendem que o principal enfrentamento deve partir do próprio Estado brasileiro, por meio de investimentos em segurança pública, inteligência policial e controle das fronteiras.

A discussão ganha peso em Mato Grosso do Sul devido à localização estratégica do estado, que faz divisa com o Paraguai e a Bolívia, rotas frequentemente citadas em investigações relacionadas ao tráfico internacional de drogas, armas e contrabando.

Além dos Estados Unidos, países como Argentina e Paraguai já adotam classificação semelhante para as organizações criminosas brasileiras.

A decisão também provocou repercussão política em Brasília. O senador Flávio Bolsonaro teria discutido o tema durante encontro com o presidente norte-americano Donald Trump. Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou recentemente proposta de cooperação entre Brasil e Estados Unidos na área de segurança, embora sem tratar diretamente da classificação das facções.

Nos bastidores, integrantes do Governo Federal demonstram preocupação com possíveis impactos diplomáticos e com a ampliação da influência norte-americana em temas ligados à segurança pública e política interna brasileira.

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