Mato Grosso do Sul não registra reações graves após aplicação da vacina Butantan-DV contra a dengue
Mesmo com suspensão temporária do imunizante pelo Ministério da Saúde, Estado afirma que eventos registrados foram leves e previstos em bula
Mato Grosso do Sul não registrou casos graves relacionados à vacina Butantan-DV contra a dengue, informou a Secretaria de Estado de Saúde (SES). A confirmação ocorre após o Ministério da Saúde determinar, de forma preventiva, a suspensão temporária do imunizante em todo o país, após a identificação de 42 casos de reações adversas graves que ainda estão sob investigação.
Desde o início da campanha de vacinação, em fevereiro deste ano, o Estado recebeu 15.200 doses da vacina e aplicou 7.333 delas, o equivalente a 48,2% do total. As 7.867 doses restantes foram suspensas e permanecerão armazenadas até novas orientações do Ministério da Saúde.
Segundo a SES, foram registradas 137 notificações de eventos supostamente atribuíveis à vacinação, mas nenhuma delas foi classificada como grave. Os sintomas apresentados pelos pacientes estavam previstos em bula e são considerados compatíveis com as reações esperadas após a imunização.
Como medida preventiva, os municípios foram orientados a interromper temporariamente a aplicação da vacina, separar e armazenar corretamente as doses disponíveis e intensificar o monitoramento das pessoas já imunizadas.
A Secretaria reforça que a suspensão não significa que a vacina tenha perdido sua eficácia ou que represente risco comprovado à população. Quem já recebeu o imunizante continua protegido e deve apenas observar possíveis sintomas nos 21 dias após a aplicação, procurando atendimento médico caso apresente sinais como febre persistente, dor abdominal intensa, vômitos contínuos, sangramentos ou piora do estado geral.
A decisão do Ministério da Saúde e da Anvisa foi tomada após o registro de 42 casos com sinais de alerta em todo o país, dos quais três foram considerados graves, incluindo dois óbitos. Os episódios seguem em investigação para verificar se há relação direta com a vacina. Até o momento, esses casos representam apenas 0,008% das cerca de 500 mil doses aplicadas no Brasil.