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Combate ao Aedes aegypti exige atenção da população para eliminar criadouros e prevenir doenças

Mato Grosso do Sul já registra mais de 5 mil casos prováveis de dengue em 2026; especialistas reforçam que a prevenção dentro de casa continua sendo a principal arma contra o mosquito

📅 11/06/2026 05:42 | Fonte: Agência de Notícias MS
Combate ao Aedes aegypti exige atenção da população para eliminar criadouros e prevenir doenças
Divulgação

Um simples recipiente com água parada pode ser suficiente para dar origem a centenas de mosquitos Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika. Em Mato Grosso do Sul, onde essas doenças seguem em circulação, especialistas alertam que a prevenção continua sendo a forma mais eficaz de proteger a população e reduzir os riscos de novos casos.

Embora os serviços de vigilância e monitoramento sejam realizados continuamente pelos órgãos de saúde, grande parte dos focos do mosquito ainda é encontrada dentro das residências ou em seus arredores. Por isso, a colaboração da população é considerada fundamental para interromper o ciclo de reprodução do vetor.

De acordo com o mais recente boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Mato Grosso do Sul registrou 5.134 casos prováveis de dengue em 2026, sendo 1.184 confirmações da doença. O Estado também possui dois óbitos em investigação e, até o momento, nenhuma morte confirmada por dengue.

Os números reforçam a necessidade de manter os cuidados durante todo o ano, já que o mosquito encontra condições favoráveis para se reproduzir sempre que há acúmulo de água limpa e parada.

O secretário estadual de Saúde, Maurício Simões Corrêa, destaca que o combate ao Aedes depende de uma atuação conjunta entre o poder público e a sociedade.

“Temos equipes atuando permanentemente na vigilância epidemiológica, no monitoramento dos casos e no apoio aos municípios, mas a participação da população continua sendo fundamental. A eliminação dos criadouros é uma responsabilidade compartilhada. Quando cada pessoa faz sua parte dentro de casa, contribui diretamente para a proteção de toda a comunidade”, afirmou.

Vistorias semanais fazem a diferença

A orientação é que moradores reservem alguns minutos por semana para inspecionar quintais, jardins, áreas de serviço e outros locais que possam acumular água. Entre os principais pontos de atenção estão caixas d'água destampadas, calhas entupidas, pneus, garrafas, recipientes descartáveis, vasos de plantas, ralos pouco utilizados e bebedouros de animais.

Além de reduzir o risco de dengue, essas medidas ajudam a evitar a proliferação da chikungunya e da zika, que também são transmitidas pelo Aedes aegypti.

Vigilância permanente em todo o Estado

Paralelamente às ações preventivas da população, a Secretaria de Estado de Saúde mantém uma rede permanente de vigilância epidemiológica e entomológica em Mato Grosso do Sul.

O trabalho inclui o monitoramento dos casos notificados, investigação de óbitos suspeitos, acompanhamento da circulação viral, capacitação das equipes municipais e ações de controle do mosquito. O Estado também utiliza armadilhas conhecidas como ovitrampas, que permitem identificar precocemente áreas com maior infestação e direcionar as estratégias de combate.

Segundo a secretária-adjunta de Estado de Saúde, Crhistinne Maymone, esse acompanhamento é realizado em parceria com os municípios.

“Mato Grosso do Sul mantém um monitoramento contínuo dos casos e dos indicadores relacionados às arboviroses, além de diversas ações de vigilância epidemiológica e controle vetorial desenvolvidas em parceria com os municípios. Esse acompanhamento permanente permite identificar áreas de maior risco e fortalecer as estratégias de prevenção em todas as regiões do Estado”, explicou.

Medidas simples ajudam a evitar o mosquito

Entre as principais recomendações para eliminar criadouros do Aedes aegypti estão:

  • Manter caixas d'água, cisternas e reservatórios sempre tampados;
  • Limpar regularmente calhas e ralos;
  • Descartar corretamente pneus, garrafas e recipientes sem uso;
  • Colocar areia nos pratos de vasos de plantas;
  • Manter piscinas tratadas e limpas;
  • Evitar o acúmulo de materiais em quintais e terrenos;
  • Permitir o acesso dos agentes de combate às endemias durante as visitas domiciliares.

A Secretaria de Estado de Saúde também orienta que pessoas com sintomas como febre, dores no corpo, dor atrás dos olhos, manchas vermelhas na pele ou dores intensas nas articulações procurem imediatamente uma unidade de saúde para avaliação médica.

Mais do que uma ação pontual, a prevenção precisa fazer parte da rotina. Eliminar um foco do mosquito hoje pode evitar novos casos amanhã e contribuir para a proteção de toda a comunidade.

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